As folhas caídas pelo
caminho,
A brisa fria cortando
a face...
E eu
aqui... Apenas amando.
Os
versos que escrevo,
São
alento para minha solidão.
Mas eu
ainda estou aqui... Apenas amando.
Outono...
A vida
para,
As
pessoas não.
Pobres
versos guardados no meu coração.
Tanto
faz... Estou aqui... Amando,
E tudo
me parece feliz.
Por
Fabiana Lange
Folhas amarelas -
Versos de outono no chão,
cenário de abril.
Terezinha Manczak
POETRIX OUTONAL
As folhas, ao sabor do vento,
denunciam o outono.
E eu sem dono, também me deixo levar.
Anair Weirich
Outono de Saudade
A lágrima que desnuda tarde,
Chora a perda do amigo.
Enquanto o sol pálido do outono
Acena respeitoso, seu derradeiro adeus!
Tânia Maria da Silva
O amor supera
qualquer obstáculo.
Felipe
Gruetzmacher
Até preenche o
vácuo
Que cabe dentro
de nós
Mesmo estando a
sós...
Um ao outro
temos
Isso é o que
importa.
Ao menos
Como se ele
abrisse a última porta
Para escapar da
solidão.
Todavia, todos
os casos têm semelhança
Parece ser uma
solução.
Isso alimenta a
esperança.
FOLHAS DE OUTONO
(Ricardo Brandes)
Uma folha duma árvore
foi cair perto do mar
e levada pelo vento
começou a levitar
Bem sentada na areia
e sozinha a meditar
uma alma se clareia
ao ver a folha a voar
O outono então chegou
e a fez assim sonhar
na lembrança repousou
aquela folha verde mar
na lembrança repousou
aquela folha verde mar
..........................................................
ou tô no
outono
ou tô não
Tchello d'Barros
....................................
Pise as folhas secas
brinquedo de ex-verão
o amarelo que mancha o cinza
- é outono!
(meu rosto pálido ainda...)
o vento rouco sopra no meu ouvido:
é curto o tempo, engula a pouca cor do outono
as folhas secas
a pouca flor
...antes que o inverno mastigue o pátio.
Dani da Gama
prados cor
de palha
na amarela
imensidão-
vestígios
do outono.
presa num
xaxim
florzinha
seca prediz-
é tempo
de outono.
Isnelda Weise
OUTONO
Tempo de
colheita e mudança de cor
A bordar o
horizonte de amarelo-dourado
Na queda das
folhas aos pés do alambrado
A calmaria da
planta na ausência da flor.
Doces e
geleias a guarnecer a mesa
O aroma do
licor com sabor agridoce
No tilintar
das taças é como se fosse
Tempo de
compotas, de maçã e certeza.
Tempo de
vindima e cheiros antigos
Novas rugas
sulcando as faces e assim
Sufocar a
saudade de velhos amigos.
Reencontro no
campo e prazer de abandono
Numa cesta de
frutas maduras, enfim
O fluir
sumarento de uma tarde de outono.
Isnelda Weise.
Outono
O alarido dos pássaros revoando
Nos céus, na direção do infinito
Refletem as cores do universo
E o tono colorido da minha vida.
Dorothy
Steil
Acróstico para
OUTONO
(en grave, ou seja, de palavra só)
O
nomatopeico
U
m
T
roar:
O
utras
T
intas
O
uvirão
N
ovas
O
des.
assina em décima quarta linha,
Jairo Martins
O
Outono chega
de mansinho. Aos poucos, desfolha os galhos, põe tapetes nos
caminhos.
Edição de Terezinha Manczak - Abril de 2009